Conselho Federal faz alerta sobre riscos de movimento antivacina

fonte: Estadão

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria divulgam nesta sexta-feira, 23, um alerta sobre os riscos do movimento antivacina, que, na avaliação da entidade, está crescendo no País.

No comunicado, as associações observam que os relatos de que vacinas trazem elementos tóxicos ou nocivos em sua composição, que são ineficazes e que podem ser substituídas por outros métodos não possuem base técnica ou científica.

O texto reforça a necessidade de que médicos orientem a população sobre a importância da imunização.

“Não se vacinar ou impedir que as crianças e os adolescentes o façam pode causar enormes problemas para a saúde pública, como o surgimento de doenças graves ou o retorno de agravos de forma epidêmica, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, entre outros”, informam as entidades.

Cuidado paliativo deve ser antecipado; prática amplia sobrevida e bem-estar

fonte: Estadão

Prática geralmente associada à assistência dada a pacientes terminais, os cuidados paliativos ganharam neste mês novo status. Consenso aprovado no último congresso da Associação Americana de Oncologia Clínica, em Chicago (EUA), prevê que as práticas voltadas ao conforto e à qualidade de vida do paciente devem começar no máximo oito semanas após o diagnóstico da doença avançada, e não apenas na fase final da patologia.

Segundo as análises apresentadas, a prática aumenta a sobrevida do paciente com câncer, melhora a qualidade de vida e minimiza os sintomas trazidos pela doença. “A nova diretriz reforça uma tendência que já vínhamos tentando praticar há anos, da intervenção precoce”, explica André Filipe Junqueira dos Santos, vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP). Pesquisa conduzida pelo especialista em um hospital de Ribeirão Preto mostrou que os pacientes oncológicos só são encaminhados à equipe de cuidados paliativos cerca de seis meses após o diagnóstico da doença metastática.

Os especialistas explicam que, hoje, a prática não é voltada apenas para casos incuráveis ou terminais. “Há pacientes com bom prognóstico, que podem viver anos, ou mesmo que tiveram a doença curada, mas que precisam de apoio multidisciplinar”, diz Aldo Lourenço Dettino, oncologista clínico do A. C. Camargo Cancer Center. Ele cita o caso de um paciente com câncer nos ossos que precisou amputar uma perna, teve a doença removida, mas ainda sentia dores que vinham do local amputado – a condição chamada de síndrome do membro fantasma. “É uma dor neuropática. O câncer já havia sido tratado, mas o paciente ainda passava por sofrimento e precisava de suporte.”

Com o aumento nos casos de câncer no País e a importância dada a novas abordagens de cuidados paliativos, profissionais de todo o País se preparam para lidar com isso nas mais difíceis situações, como em casos de câncer infantojuvenis. Um exemplo é o de duas funcionárias do Hospital Estadual da Criança (HEC) do Rio: a intensivista pediátrica Simone Gregory, de 46 anos, e a psicóloga Michèlle Ávila, de 31, que partiram para a especialização no programa de pós-graduação sobre o tema do Hospital Sírio Libanês, referência no País.

Ali aprenderam até que, às vezes, as normas são para serem burladas. Michèlle e Simone tratavam Alexandre (nome fictício), de 16 anos, que tinha no fêmur esquerdo um osteossarcoma, tumor ósseo agressivo. Certo dia, o rapaz fez um pedido: “Meu cachorro pode vir me ver?”. “Nós sabíamos que a alta não seria mais possível. O nosso entendimento foi de que ele estava querendo se despedir do cãozinho”, conta a psicóloga. Discutiu-se um protocolo para quebrar a regra de que animais não são permitidos em hospitais. “Foi o primeiro sorriso que eu vi dele”, lembra Michèlle.

Para a médica, o grande desafio é promover a “construção de mentalidade, a mudança de pensamento” entre os próprios médicos. “Nós, intensivistas, somos treinados para entubar, pegar veias e devolver aquela criança para a família. Falta na nossa formação esse outro olhar: tem um momento que essas coisas não são possíveis. É preciso um outro tipo de cuidado, cuidar daquela família, transformar aquele momento.”

‘Senti o luto, mas sem ter revolta’, diz mãe

Para a fonoaudióloga Érica Cavalcante de Lucena, de 36 anos, a dor de perder um filho só não foi mais intensa graças à atuação da equipe de cuidados paliativos do Hospital Sírio-Libanês. Diagnosticado com uma doença congênita grave, Miguel morreu aos 6 meses, em novembro de 2015, após ficar três meses internado. “Eu tinha uma terapeuta ocupacional, uma psicóloga, uma enfermeira e uma médica. Senti o luto, mas sem ter uma revolta porque elas me fizeram ver que eu tinha feito de tudo para o meu filho. No caso, os cuidados paliativos serviram para preparar os familiares para a perda.”

No Hospital Estadual da Criança (HEC) do Rio, o caso de uma paciente fez a equipe discutir mais a importância dos cuidados paliativos. Diagnosticada com meningite B aos 7 anos, Giovanna morreu 70 dias depois, após passar por dezenas de transfusões de sangue, cirurgias plásticas para enxerto de pele artificial (a infecção provocou feridas, que necrosaram) e ter braços e pernas amputados, em uma tentativa de salvá-la da infecção. “A gente se viu com a necessidade de cuidar além do físico. Havia ainda conflitos na equipe. Parte achava que não se deviam fazer esforços em reanimações, no prolongamento da vida”, diz a intensivista Simone Gregory, de 46 anos.

O primeiro passo foi o apoio aos pais, que conseguiram autorização para ambos acompanharem a filha. “Todo mundo abraçou a gente, do médico à recepcionista”, disse a veterinária Rosanne da Silva, de 36 anos, mãe da menina. “No começo do tratamento, recebemos informações que foram um choque. O primeiro ortopedista que falou em amputação, ainda no hospital particular, disse isso no corredor, com pessoas passando, de supetão. É importante esse cuidado que encontramos no hospital público. Pode falar tudo, mas com tato.”

MP pede recolhimento de remédio chinês utilizado pelo SUS para tratar câncer

fonte: G1

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou nesta terça-feira (13) que o Ministério da Saúde deixe de comprar e recolha todos os lotes do medicamento Leuginase, utilizado na rede pública para o tratamento da leucemia linfoide aguda. Esse tipo de câncer atinge principalmente crianças e adolescentes.

Em vez do medicamento produzido pela empresa chinesa Beijing, o órgão deve voltar a adquirir o Aginasa que, até 2016, era utilizado no tratamento da doença, diz o Ministério Público.

O documento do MPF cita ainda manifestações de profissionais e entidades médicas que colocam em dúvida a eficácia do produto chinês. Segundo o texto, após analisar a bula do remédio, a médica e pesquisadora Silvia Regina Brandalise encontrou uma série de irregularidades, “além de graves riscos aos pacientes”.

Como a recomendação é endereçada ao ministro da Saúde Ricardo Barros, o envio será feito via Procuradoria Geral da República (PGR). Foram sugeridas medidas a serem adotadas pelos gestores responsáveis pelo fornecimento do medicamento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Duas procuradoras – autoras do documento – afirmam que, se por algum motivo, não for possível a compra imediata do Aginasa, o ministério deve viabilizar, em um prazo máximo de dez dias, um novo processo de compra e distribuição de medicamento que possua o princípio ativo L-Asparaginase.

Também foi recomendado que o Ministério da Saúde não compre e nem distribua nenhum medicamento em relação ao qual não exista a comprovação científica de eficácia, estudos clínicos aprovados por autoridades sanitárias do país de fabricação ou autorização prévia da Anvisa, quando feitos no Brasil.

A recomendação que será enviada ao ministro, menciona ainda o fato de a droga ser descrita como química e não biológica, como requer o princípio ativo L-Asparaginase, e diz também que o medicamento não possui registro em nove países indicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Em nota enviada ao G1, o Ministério da Saúde disse que não recebeu a notificação do MPF, mas “está à disposição para esclarecimentos necessários”. No texto, a pasta também afirma que seguiu “todos os trâmites que permitem uma importação excepcional do medicamento, conforme parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de janeiro de 2017”.

Indícios de problemas

Na recomendação, o MPF detalha o processo que culminou na compra do LeugiNase. Segundo o texto, um parecer da Consultoria Jurídica do Ministério da Saúde (MS) questionou a inexigibilidade de licitação para a compra da droga japonesa/alemã. O documento teria contrariado despacho de outro órgão técnico do próprio MS, que defendia a inexigibilidade.

Segundo a recomendação, entre as possíveis irregularidades envolvendo a substituição do fornecedor do medicamento usado na rede pública, está o fato de o procedimento não ter sido precedido de processo administrativo no âmbito da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Contraponto

Em nota divulgada em maio deste ano, o Ministério da Saúde informou que testes oficiais teriam comprovado a qualidade do medicamento Leuginase. No documento, o ministério aponta que dois lotes distintos do Leuginase – que tem como princípio ativo a L-asparaginase – foram testados pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde. A unidade é ligada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pré-qualificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), diz a pasta.

Segundo esses testes, o produto chinês mostrou “capacidade esperada de ação contra o câncer” e “parâmetros adequados para uso”. A nota técnica também aponta que “não foram encontrados contaminantes bacterianos”. As amostras enviadas ao laboratório foram retiradas de hospitais públicos que já tinham recebido o medicamento.

‘Uma medicina mais humanizada passa pela dimensão espiritual’, aponta acupunturista

fonte: O Globo

Em meio ao XI Congresso de Medicina e Espiritualidade (Mednesp) que acontece no Rio de Janeiro até este sábado, o doutor Marcelo Saad abordará, em debate nesta sexta-feira, descobertas recentes sobre a influencia da fé nas condições de saúde. Para ele, a espiritualidade é mais uma dimensão da medicina humanizada — uma demanda crescente entre os pacientes.

O título de sua palestra é “Enganando a morte — A relação religiosidade-longevidade”. Por que “enganar a morte”?

A relação entre a religiosidade e a longevidade é clinicamente relevante e estatisticamente significativa. Isto é algo que deveria ser melhor valorizado e estudado. A comunidade científica está começando a valorizar agora o tema, por meio de estudos científicos principalmente norte-americanos. São trabalhos muito bem desenhados e metodologicamente perfeitos.

A fé amplia a longevidade?

A maior religiosidade está associada a uma maior longevidade, a menos mortes, menos doenças… Esse impacto se assemelha a tomar algumas medidas de saúde, como usar medicação para reduzir o colesterol, por exemplo. Estudos mensuram, principalmente, a importância do comparecimento a atividades religiosas. O fator de impacto é a participação religiosa em atividades como cultos e reuniões, que têm um efeito congregacional.

Mas qual é a diferença destas experiências em relação a outras atividades socializadoras, como em uma torcida de um time, por exemplo?

Além deste efeito congregacional, há outros dois modos pelos quais a espiritualidade afeta a saúde. Um é o efeito mente-corpo, em que a atitude mental mais positiva influencia o funcionamento do sistema nervoso e torna as funções orgânicas mais equilibradas. Outro é o efeito comportamental, com menos tabagismo e sedentarismo, por exemplo. Não por doutrina, mas por escolha espontânea.

Como os serviços de saúde podem incorporar uma perspectiva mais espiritualizada?

Na medida em que os médicos ficam sabendo destas informações, eles, no mínimo, não vão desencorajar os pacientes de suas práticas religiosas. Com tudo isso, vamos ter uma medicina mais humanizada — que passa pela valorização da dimensão espiritual.

Sífilis contraria metas de saúde e avança no Brasil

fonte: O Globo

Em 2001, a sífilis congênita acometia um em cada mil bebês nascidos vivos no Brasil. Em 2015 esse número saltou para 6,5 em mil no Brasil e 12,4 em mil no Rio de Janeiro, o estado mais afetado. A meta da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e do Unicef previa uma redução para 0,5% caso por nascido vivo em 2015.

— Vimos acontecer exatamente o contrário. A sífilis teve um aumento significativo — afirma o pediatra Gil Simões, diretor do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj), que há quatro décadas atende crianças em hospitais da rede pública e fez um levantamento dos casos baseado nos números do Ministério da Saúde.

Em nota, o Ministério da Saúde diz que “diversos fatores podem contribuir para o aumento dos casos notificados de sífilis registrado nos últimos anos, entre eles a melhoria da vigilância e do diagnóstico”. Gil Simões diz que o aumento dos casos é observável em maternidades e serviços pediátricos.

— Sem dúvida, a vigilância e o diagnóstico melhoraram. Mas isso só não explica o que vemos nos hospitais. Os casos de sífilis eram raros. Agora são frequentes — salienta.

Ele explica que a sífilis traz um problema complexo.

— Não há uma causa só, mas um conjunto de fatores — salienta Simões.

O principal é a falta de assistência médica de qualidade, principalmente no pré-natal.

— Há ainda um abismo de classes. Os mais pobres são os mais atingidos porque, muitas vezes, não têm acesso a um pré-natal bem feito. E isso não tem a ver apenas com o número de consultas. Ainda faltam capacitação e atualização dos profissionais de saúde no manejo das DSTs — diz Simões.

Os dados oficiais mais recentes, do Boletim Epidemiológico de 2016 do Ministério da Saúde, indicam que, entre 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%, a sífilis em gestantes de 20,9%, e a congênita de 19%. Em 2015, o número total de casos notificados de sífilis adquirida no Brasil foi de 65.878, sendo os homens 60,1% deles.

O ministério lançou em outubro passado uma ação nacional de combate à sífilis junto aos profissionais de saúde. A meta é melhorar a qualidade do pré-natal e do diagnóstico e a precisão das notificações, que são obrigatórias.

Mesmo assim, faltam informação e atendimento básico de qualidade, destaca Carolina Batista, diretora médica para a América Latina da iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi, na sigla em inglês), uma organização criada pelos Médicos Sem Fronteiras (MSF), entre outras entidades.

— Cada criança com sífilis congênita carrega o peso de variados distúrbios e o estigma de uma doença que não precisaria mais ser motivo de preocupação. Falamos de uma doença para a qual a medicina já encontrou a solução. Mas a sociedade ainda não — frisa Carolina.

Ministério da Saúde lança aplicativo para ampliar o acesso da população às informações de saúde

fonte: Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, apresentou nesta quinta-feira (1º) o aplicativo e-SAÚDE, novo canal de comunicação entre o Ministério da Saúde e o cidadão. A nova ferramenta foi apresentada durante o evento Dados Abertos sobre a Saúde no Brasil, do Google, em São Paulo. O aplicativo foi criado pelo Departamento de Informática do SUS (DATASUS) e oferece, de forma online, informações em saúde de uso pessoal e restrito a cada cidadão brasileiro, como o acesso aos dados do cartão nacional de saúde, lista de medicamentos retirados nas unidades de saúde, acompanhamento do cartão de vacinação, lista de exames realizados, além de outras informações.

A nova ferramenta deverá estar disponível nos próximos dias nos principais sistemas operacionais do mercado, Apple iOS e Google Android e poderá ser acessado por tablets e smartphones.

“A informatização é uma das prioridades dessa gestão. Precisamos usar a tecnologia para integrar os dados da saúde, promover a correta aplicação dos recursos públicos, aprimorar o planejamento das ações e, principalmente, ampliar o acesso e a qualidade da assistência prestada à população, tornando o atendimento mais eficiente”, destacou o ministro Ricardo Barros. Ele ressaltou que o uso da tecnologia evita o desperdício no SUS e permite receber a avaliação do cidadão do serviço utilizado.  “Atualmente, 30% das pessoas marcadas para consultas especializadas não comparecem e não dispomos de agilidade para chamar outra pessoa a esta consulta. Além disso, 50% dos exames de análises clínicas não são retirados”, explicou o ministro, durante o evento desta quinta-feira

O aplicativo vai aproximar ainda o contato entre os pacientes e as unidades de saúde distribuídas em todo o Brasil, entre elas: farmácia popular, postos de saúde, serviços de urgência, academia da saúde, hospital, maternidade, centro de atenção psicossocial, maternidade e centro de especialidade. Basta o cidadão acessar as informações de onde ele se encontrar, que o aplicativo vai apontar o melhor local para o atendimento. “Se tornou mais simples para o cidadão descobrir onde deve buscar atendimento na rede pública de saúde, já que agora a informação está na palma da mão”, observou o diretor do Departamento de Informática do SUS, Marcelo Fiadeiro.

O cidadão vai poder fazer denúncias online por meio da Ouvidoria do SUS 136. Nessa opção, o paciente pode relatar queixas de atendimentos, além de questionar possíveis atendimentos não realizados e que constam no cadastro do usuário do SUS.

Para o funcionamento do aplicativo e-Saúde, o Ministério da Saúde está interligando os sistemas de informação do SUS que já estão em funcionamento. A ferramenta já conta com informações do Hórus, Hemovida, Cartão SUS, CNES, e-sus AB, Ouvidoria e o Sistema DE Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI).

PARCERIA COM O GOOGLE – Durante o eventoDados Aberto sobre a Saúde no Brasil’, em São Paulo, o Google apresentou o resultado da parceria firmada com o Ministério da Saúde para a disponibilização dos dados georreferenciados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES). A parceria vai permitir a publicação dos serviços de saúde, tanto públicos como particulares, no Google Maps.  A ideia é facilitar o acesso do cidadão à informação sobre os estabelecimentos de saúde e, com isso, identificar a unidade de saúde mais próxima da sua casa por meio do aplicativo.

O evento teve como objetivo debater os benefícios da política de dados abertos na saúde, promover o uso dos dados disponibilizados pelo governo pela sociedade civil e empresas, além de fomentar a troca de conhecimentos sobre as políticas públicas de dados abertos.

PREMIAÇÃO – O aplicativo e-SAÚDE recebeu recentementeo Prêmio Case de Sucesso Portal IT4CIO, durante o evento CIO Brasil GOV em Florianópolis (SC).  O objetivo da premiação é dar visibilidade à implantação de uma solução e estimular o compartilhamento de experiências entre os profissionais de Tecnologia da Informação (TI) de todo o país. O Datasus concorreu na etapa final de avaliação do prêmio, com as instituições, Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (CAESB) e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do Espirito Santo.

O CIO Brasil GOV foi realizado em Florianópolis, entre os 24 e 28 de maio, e propôs à comunidade de TI do setor público a atualização profissional e integração entre os participantes. Com o tema “Tecnologia Disruptiva”, os executivos puderam debater este termo o qual elucida a ideia de quebra de velhos paradigmas, a fim de apresentar algo altamente inovador.

Vacina contra a gripe será estendida para toda a população

fonte: Estadão

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira, 2, que decidiu disponibilizar a vacina contra a gripe a toda a população. Antes restrita ao público-alvo formada principalmente por crianças e idosos, a dose de imunização agora será ofertada para toda as faixas etárias enquanto durar o estoque. A pasta informou que a medida só é válida neste ano e foi adotada em razão da disponibilidade de um estoque de 10 milhões de doses.

Na primeira etapa da campanha, haviam sido vacinadas até esta sexta 41,3 milhões de pessoas. De acordo com o ministério, o Amapá foi o único Estado que atingiu a meta, com 95,6% do público-alvo vacinado. A campanha agora seguirá até o dia 9 de junho, com a meta nacional de atingir 90% desse público.

“Neste ano, tivemos poucos casos por influenza devido à baixa circulação do vírus. Em consequência disso, o público-alvo procurou menos os postos de saúde. No entanto, ainda há 10 milhões de doses de um montante de 60 milhões adquiridas. Para que não haja desperdício, já que estas vacinas só valem por um ano, decidimos estender a todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques.”, destacou, em nota, o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Até esta sexta, foram vacinados 41,3 milhões de brasileiros. total que considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 76,7% foram vacinados.

“É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues, coordenadora nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.

Cobertura. Os Estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (95,6%), Paraná (84,9%), Santa Catarina (84,8%), Goiás (82,4%), Rio Grande do Sul (82%), e Pernambuco (81,3%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (60,8%), Pará (65,3%), Mato Grosso do Sul (67,8%), Mato Grosso (68,3%), Acre (68,9%), Bahia (70,9%) e Sergipe (71,5%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maior cobertura vacinal, com 83,7%, seguida pelas regiões Sudeste (76,6%), Centro-Oeste (75,5%); Nordeste (74,8%) e Norte (72,9%).

Características. A vacina ofertada protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela Organização Mundial da Saúde para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B).” A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe”, informou o ministério. Estudos demonstram, segundo a pasta, que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 9 de junho

fonte: Ministério da Saúde

Quem ainda não se vacinou contra a gripe terá mais uma oportunidade de se proteger contra a doença. O Ministério da Saúde irá prorrogar a campanha nacional até o dia 9 de junho. O esforço é para alcançar a meta de vacinação que, neste ano, é de 90%. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), durante reunião da Comissão dos Intergestores Tripartites (CIT) e teve como motivo a baixa adesão do público-alvo à campanha.

A campanha publicitária, que tem como padrinho o sambista Martinho da Vila, continuará sendo veiculada em TV aberta, rádio, nos meios impresso (jornais e revistas), mídia exterior (busdoor, placas em ruas e avenidas, abrigo de ônibus, metrô), no meio online (internet e com ações nas redes sociais). Até a manhã desta quinta-feira (25) foram vacinados 35,1 milhões de brasileiros. Esse total considera todos os grupos com indicação para a vacina, incluindo população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e pessoas com comorbidades. A população prioritária desta campanha, que não considera esses grupos, é de 54,2 milhões de pessoas. Desse total, 63,6% foram vacinados.

Para a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, garantindo estoque suficiente para a vacinação em todo o país. A coordenadora Nacional do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, alerta sobre a importância do público-alvo se imunizar o quanto antes para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “É importante que a população da campanha se vacine neste período para ficar protegida quando o inverno chegar. A vacina demora 15 dias para fazer efeito no organismo, por isso o Ministério da Saúde planeja a campanha antes do inverno, período de maior circulação dos vírus da influenza”, destacou Carla Domingues.

Até o momento, nenhum grupo prioritário atingiu a meta de vacinação. Entre os públicos-alvo, os idosos registraram a maior cobertura vacinal, com 15,1 milhões de doses aplicadas, o que representa 72,4% deste público, seguido pelas puérperas (71,2%) e indígenas (68,6%). Os grupos que menos se vacinaram são as crianças (49,9%), gestantes (53,4%), professores (60,2%) e trabalhadores de saúde (64,2%). Além do grupo prioritário, também foram aplicadas 7,1 milhões de doses nos grupos de pessoas com comorbidades, população privada de liberdade e trabalhadores do sistema prisional.

Os estados com a maior cobertura de vacinação no país, até o momento, são: Amapá (85,7%), Paraná (78,1%), Santa Catarina (77,7%), Rio Grande do Sul (74%), e Goiás (70,1%). Já os estados com menor cobertura são: Roraima (47,9%), Rio de Janeiro (49%), Pará (52,1%), Mato Grosso (55,8%), Rondônia (56,2%), Acre (56,4%) e Mato Grsosso do Sul (57,1%). Entre as regiões do país, o Sul apresenta maio cobertura vacinal, com 76,3%, seguida pelas regiões Centro-Oeste (63,7%), Nordeste (62,3%); Sudeste (61,2%) e Norte (58,2%).

A vacina contra a gripe está disponível nos postos de vacinação para crianças de seis meses a menores de cinco anos; pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); população privada de liberdade; funcionários do sistema prisional, pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis ou com outras condições clínicas especiais, além dos professores que são a novidade deste ano.

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis, que inclui pessoas com deficiências específicas, devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receber a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Essa definição também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe. São priorizados os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias.

SEGURANÇA – A vacina disponibilizada pelo Ministério da Saúde em 2017 protege contra os três subtipos do vírus da gripe determinados pela OMS para este ano (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). A vacina contra influenza é segura e também é considerada uma das medidas mais eficazes na prevenção de complicações e casos graves de gripe. Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Como o organismo leva, em média, de duas a três semanas para criar os anticorpos que geram proteção contra a gripe após a vacinação, o ideal é realizar a imunização antes do início do inverno. O período de maior circulação da gripe vai do final de maio até agosto.

PREVENÇÃO – A transmissão dos vírus influenza acontece por meio do contato com secreções das vias respiratórias, eliminadas pela pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Também ocorre por meio das mãos e objetos contaminados, quando entram em contato com mucosas (boca, olhos, nariz). À população em geral, o Ministério da Saúde orienta a adoção de cuidados simples como medida de prevenção para evitar a doença, como: lavar as mãos várias vezes ao dia; cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar; evitar tocar o rosto; não compartilhar objetos de uso pessoal; além de evitar locais com aglomeração de pessoas.

É importante lembrar que, mesmo pessoas vacinadas, ao apresentarem os sintomas da gripe – especialmente se são integrantes de grupos mais vulneráveis às complicações – devem procurar, imediatamente, o médico. Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, além de outros, como dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

O pleno alívio do sofrimento

fonte: Istoé

O médico Daniel Neves Forte, 40 anos, formou-se na principal faculdade de medicina do País, a da Universidade de São Paulo. Foi em 2001. De lá para cá, o trabalho nas unidades de terapia intensiva mudou boa parte de sua visão do que é ser médico, do que é cuidar. Aprendeu que não significa estender a vida quando ela não mais se sustenta e entendeu que tratar apenas da doença não acalma o complexo sofrimento humano. Fica de fora o alívio de sintomas menosprezados como a náusea causada pelo remédio ou a dor provocada pela doença, ou de sentimentos que podem corroer a alma, como o medo, a ansiedade ou a perda esperança.

A experiência em lidar com os múltiplos aspectos que envolvem situações limite levou Daniel a se interessar por um ramo que ganha destaque na medicina, o de cuidados paliativos. Anos atrás compreendido como o atendimento a ser dado somente no final da vida, o conceito hoje envolve algo muito mais abrangente e, por que não, mais ambicioso: cuidar do sofrimento. Pode parecer óbvio, mas não é. Sua aplicação obriga a uma mudança de mentalidade entre médicos, pacientes e instituições de saúde, mas se trata de uma luta que a vale a pena. E é nela que Daniel está engajado. À frente da equipe de cuidados paliativos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, ele assume no próximo ano a presidência da Academia Nacional de Cuidados Paliativos.

ISTOÉ – No que consiste o conceito de cuidado paliativo?
Daniel Neves Forte – É o cuidado com o sofrimento. Nos últimos trezentos anos, a medicina foi se tornando cada vez mais científica. Para fazer ciência, é necessário um método que seja capaz de mensurar e testar o que está sendo estudado, para então generalizarmos um achado. Nesse caminho, a medicina focou no corpo humano, na sua biologia e doenças, reduzindo o ser humano a uma parte do que ele realmente é. Acabamos excluindo do nosso foco de atenção o sofrimento, que é algo essencialmente subjetivo e individual, não generalizável. Uma mesma doença pode gerar sofrimento diferente em diferentes pessoas. Mais ainda, toda redução de identidade é uma forma de violência. E assim, mesmo com a melhor das intenções, às vezes cometemos essa violência, olhando para a doença e não para o doente.

ISTOÉ – Qual o impacto dessa visão para o paciente?
Forte – Até o começo do século 20, quando alguém ficava doente ou estava morrendo era papel do médico diagnosticar que o paciente estava morrendo. E ele se retirava. A família, as sociedades religiosas, as enfermeiras assumiam. O médico saía de cena. Com a medicina se tornando mais cientifica e eficaz, os pacientes que antes morriam em casa foram para o hospital e, do hospital, para a UTI. O problema é que algumas vezes, na busca de tratar a doença, os médicos não enxergam o sofrimento. Tradicionalmente somos treinados a olhar os exames e corrigir os resultados. Podemos continuar focados na doença, com a melhor das intenções.

ISTOÉ – De que sofrimento o sr. está falando?
Forte – Por sofrimento compreende-se tudo o que ameaça a integridade da pessoa, não somente o que ameaça a integridade do seu corpo. Sofrimento não é algo objetivo, mensurável. Não se refere somente à biologia, mas principalmente à biografia. Focando demais no corpo e na doença, a medicina acaba excluindo do seu foco de atenção o medo, a esperança, a tristeza, as condições emocionais do paciente. Se ele começa a chorar, as pessoas travam. Os familiares, o médico, o enfermeiro. Rapidamente tenta-se interromper o choro. Ou às vezes até medicalizá-lo. Em muitas ocasiões nos esquecemos de que não há nada mais saudável do que chorar quando se está triste. Há muita dificuldade e falta de preparo para lidar com todos os sentimentos que acompanham uma doença.

ISTOÉ – E quanto ao sofrimento físico, como a dor?
Forte – Também não somos treinados para lidar com sintomas. Estudei dez anos na Universidade de São Paulo e não tive uma mísera aula sobre como tratar náusea. Náusea? não. O que interessa é tratar a doença. O paciente diz que não conseguiu dormir, está com falta de ar, tem dor. Mas não damos a devida atenção. Cuidar disso tudo se chama cuidado paliativo. Hoje, finalmente, as faculdades de medicina dão os primeiros passos para incorporar conhecimentos de cuidados paliativos na formação dos futuros médicos.

ISTOÉ – Inclui até mesmo a comunicação de más notícias?
Forte – Sim. Isso pode ser ensinado e treinado. Uma das estratégias começa com revisar o prontuário, conversar com a equipe. Depois, arrumar um lugar para conversar e reservar um espaço na agenda para estar mentalmente ali, realmente disponível. Em vez de começar dando informações, o médico deve apresentar o motivo da conversa e perguntar o que o paciente está sabendo. É uma forma de sentir o que o outro sabe a respeito de sua própria condição. E o convida a participar da conversa. ‘Podemos conversar sobre seus exames?’. E é preciso dar espaço para as pessoas manifestarem as emoções. Dessa forma, você valida os sentimentos e vai no ritmo do paciente. E reforça, sempre, que está ali para fazer o melhor por ele.

ISTOÉ – Em que momento saber quando é hora de parar de insistir nos tratamentos?
Forte – Precisamos ter em mente que morrer faz parte da vida, que não precisamos morrer com dor e que faz parte dos princípios mais básicos da medicina amenizar o sofrimento. Muitas vezes temos relatos de filhos, por exemplo, queixando-se de que o pai sofreu muito e acabou morrendo. Com conhecimento de cuidados paliativos, que inclui uma comunicação feita de forma honesta e empática, é possível chegar a um consenso entre o médico e o paciente ou, em alguns casos, com a família.

ISTOÉ – Um acordo visando o que?
Forte – O consenso importante a ser construído é: qual o objetivo do cuidado. Ele pode ser tentar prolongar a vida desde que não cause determinados sofrimentos ou, ainda, amenizá-lo e permitir a evolução da doença da forma mais natural e menos sofrida possível. Não é só a biologia que determina essa resposta. Ela inclui também a biografia do paciente e seus valores de vida.

ISTOÉ – Mas como funciona isso na cabeça dos médicos, treinados em primeiro lugar para salvar vidas?
Forte – É difícil. Veja o que aconteceu comigo. Sou médico de UTI. Em 2005, fiz um estágio na Bélgica e vi que lá eles cuidavam dos pacientes de um jeito sobre o qual eu nunca tinha ouvido falar aqui no Brasil. E comecei do jeito mais extremo e chocante, que é a retirada de suporte artificial de vida, quando se retira o aparelho que está prolongando de forma penosa o processo de morte do doente em fase terminal.

ISTOÉ – O que houve?
Forte – Eu acompanhava uma visita aos pacientes comandada pelo chefe do serviço, professor Jean Louis Vincent. Paramos em frente a um leito onde estava uma senhora idosa com demência avançada e enorme hemorragia cerebral. Ela estava em coma, num quadro terminal e irreversível. No dia anterior, ela tinha passado mal na instituição onde morava, havia sido entubada e levada ao hospital. Na visita médica, o chefe perguntou a nós, no grupo, se todos concordávamos que se tratava de uma situação irreversível e que o aparelho só adiava a hora em que aquela senhora iria morrer, sem trazer nenhum conforto ou benefício para ela. Sim, todos concordavam. Ele perguntou sobre a família. Ela não tinha ninguém. E o professor disse, então, que fosse garantido o controle dos sintomas dela e que se retirasse o tubo que fazia a respiração artificial. A equipe concordou, com a maior naturalidade. Todos seguiram adiante para avaliar os próximos casos. Eu travei. Não consegui acompanhar o resto da visita. Como assim? Tirar o tubo? Aquilo não fazia sentido para mim. Passada a visita, fui até a sala do médico chefe e perguntei se eu havia entendido corretamente a sua ordem. Ele a confirmou. E me disse: ‘Ela não nasceu com o tubo. Não precisa morrer com o tubo.’ Aí as coisas finalmente começaram a se encaixar na minha cabeça. Precisei ver um caso extremo para aprender que nem a regra básica fazíamos por aqui.

Para vice-presidente do Cremesp, é preciso desencadear uma cultura de cuidados paliativos na formação médica

fonte: CREMESP

Os médicos ainda não dão a devida importância aos cuidados paliativos, embora estes sejam considerados como muito importantes por pacientes, familiares e sociedade em geral, em casos de doenças graves, incuráveis e que evoluem para morte. A análise foi feita pelo vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Lavínio Nilton Camarim, na abertura dos trabalhos da nova Câmara Interdisciplinar de Cuidados Paliativos, que realizou sua primeira reunião, nesta quinta-feira (18/5).

“A morte nos deixa comovidos porque a sentimos como perda, como algo que nos é tirado, mas temos de encará-la como uma evolução natural da vida”, afirmou Camarim. “Quando os profissionais de saúde introduzem os cuidados paliativos, nos casos em que são necessários, eles trazem o respeito à dignidade do paciente no campo biopsicossocial e espiritual”, complementou. “Os cuidados paliativos introduzem a família no cuidar de um ente querido que tem os dias programados. Esse campo de atuação traz conforto não apenas ao paciente, mas também aos familiares que interagem com ele”, concluiu Camarim.

As câmaras interdisciplinares do Cremesp são comissões compostas por especialistas ou profissionais da área em questão, que auxiliam o Cremesp na elaboração de pareceres e publicações, entre outros. A nova Câmara Interdisciplinar de Cuidados Paliativos é composta por profissionais da Medicina, Enfermagem, Psicologia, entre outros.

Camarim defendeu que é necessário interferir para valorizar os cuidados paliativos na formação em saúde. “A expectativa é que esta Câmara discuta propostas para desencadear uma cultura do cuidar e para levar essa parte do alívio e da amenização da dor ao estudante que está cursando Medicina e outras profissões da área da saúde”, afirmou. Ele também elogiou a iniciativa pioneira do conselheiro responsável pela nova Câmara, Reinaldo Ayer de Oliveira, que também é coordenador do Centro de Bioética do Cremesp. “A criação da Câmara de Cuidados Paliativos é um avanço e um caminho sem volta para enraizar esse campo de atuação nas 14 profissões nas áreas da saúde”, finalizou o vice-presidente do Cremesp.

Representatividade

Reinaldo Ayer discorreu sobre os critérios que nortearam as escolha dos membros da Câmara, que incluíram a profissão, o serviço em que atuam e a representatividade social. Os integrantes da Câmara falaram sobre o desenvolvimento ainda incipiente da área de cuidados paliativos nos serviços de saúde, além de algumas interpretações equivocadas sobre suas práticas.

Ayer destacou que o entendimento tão diverso de cuidados paliativos demonstra a necessidade de um plano de atuação para que eles sejam compreendidos e aplicados adequadamente. Ele lembrou também que “o cuidado paliativo deve ser iniciado quando houver risco de vida em paciente acometido de doença grave, representando maior cuidado com a dignidade da pessoa”.

Pelo Cremesp, participam da Câmara o diretor vice-corregedor Aizenaque Grimaldi, o coordenador das Delegacias Metropolitanas, Clóvis Francisco Constantino, o coordenador do Departamento Jurídico, Paulo Cézar Mariani, além dos conselheiros Antonio Pereira Filho, Caio Rosenthal, Luiz Antonio da Costa Sardinha e Silvana  Morandini.

Também foram convidados a compor a nova Câmara os seguintes nomes: Claudia de Lima  Arantes, Ana Lucia Coradazzi, Dalva Yukie Matsumoto, Daniel Neves Forte, Daniela Achette, Ednalda Maria Franck, José Carlos dos Santos Junqueira, Jussara de Lima e Souza, Maria Goretti Sales Maciel, Maria Júlia Kovács, Maria Valéria de Omena Athayde, Marysia Mara Rodrigues do Prado de Carlo, Mônica Estuque Garcia de Queiroz, Ricardo Tavares de Carvalho, Rodrigo Alves Santos, Sandra Caires Serrano, Silvia Maria de Macedo Barbosa, Simone Brasil de Oliveira Iglesias, Thays Antunes da Silva.