Saiba como foi a festa de Natal da Curumim

A festa de Natal da Curumim Associação de Combate ao Câncer Infantil ocorreu na tarde desta terça-feira, dia 5, na casa de festas Mansão dos Sonhos, no Grajaú.

Além de muita animação e brincadeiras, o Papai Noel ainda esteve lá para distribuir os presentes da criançada.

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Paramédicos levam paciente terminal para ver o mar pela última vez

fonte: O Globo

Uma equipe de paramédicos que transportava uma paciente terminal desviou sua rota para realizar o desejo da mulher que queria ver o mar pela última vez. O pedido foi feito quando a doente estava sendo levada para a unidade de cuidados paliativos de um hospital na Austrália. O episódio foi relatado nas redes sociais pela equipe do Serviço de Ambulância de Queensland em um post com a foto da paciente, na maca, contemplando o mar na cidade de Hervey Bay, em Queensland.

“Lágrimas foram derramadas, e a paciente se sentiu muito feliz. Às vezes, não são as drogas, treinamentos, habilidades. Às vezes, tudo o que você precisa é de empatia para fazer a diferença!”, diz a mensagem em que o autor parabeniza os paramédicos Danielle Kellan e Graeme Cooper pelo gesto.

Nos comentários da publicação, um ex-paramédico do estado de Nova Gales do Sul, vizinho ao de Queensland, compartilhou uma história parecida.

“Anos atrás, um colega de equipe e eu passamos por uma situação em que a paciente estava em sua última viagem para casa. Ela pediu para ver a praia por uma última vez. Depois de ir à praia e abrir a porta traseira, nós perguntamos se ela gostaria de tomar um sorvete e a resposta foi “sim”, com um sorriso prazeroso. Pouco tempo depois, o sorvete mal posicionado caiu no chão. A paciente havia falecido”, contou Darren Booker.

Saiba como foi o VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria

Cerca de 110 pessoas compareceram na sexta-feira e no sábado ao VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria, realizado no auditório da Casa de Saúde São José, no Humaitá.

Na edição deste ano, o evento abordou “Desafios, possibilidades e ampliação de fronteiras – da organização do trabalho aos dilemas cotidianos em cuidados paliativos pediátricos.”

Na abertura, realizada na sexta-feira, Juliana Mattos, presidente da comissão científica e organizadora, agradeceu a presença de todos e mostrou sua expectativa para o Encontro. Em seguida, chamou os integrantes da mesa de abertura: Dra. Renata Barros, chefe do setor de oncohematologia pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro; Laurenice Pires, gerente da área de oncologia pediátrica do Instituto Desiderata; e Dra. Cristiane Rodrigues de Sousa, diretora administrativa da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Cada uma delas expressou a importância do evento e dos temas a serem abordados nos dois dias.

A mesa redonda sobre O terceiro setor como possibilidade de viabilização de iniciativas e ações em cuidados paliativos pediátricos deu início às atividades científicas e contou com a coordenação da Dra. Renata Guerra, diretora do Instituto Todos com Felipe, e teve palestras da Dra. Ana Paula Santos, médica paliativista e anestesiologista do Hospital Sírio Libanês; Simone Lehwess Mozzilli, presidente da ONG Beaba; e Fátima M. Geovanini, doutora em bioética pela Fiocruz e especialista em cuidados paliativos pelo Instituto Pallium, sócia diretora da Pollen Clínica e Centro de Estudos, coordenadora do NAP Núcleo de Assistência a Perdas e Luto.

Encerrando a sexta-feira, Kiara Terra, contadora de histórias, fez uma apresentação sobre o que ela realiza.

O sábado teve início com mesa redonda sobre Serviços de Cuidados Paliativos Pediátricos no Brasil: Desafios enfrentados na implementação e contou com coordenação de Laurenice Pires e palestras de: Dra. Ana Paula Santos; Dra. Carolina Affonseca e enfermeira Márcia Cristina F. Santos, ambas do Hospital Infantil João Paulo II – FHEMIG; e Dra. Cristiane Rodrigues de Sousa.

Após um breve intervalo para o café, o Dr. Jéfferson Piva, professor titular de pediatria da UFRGS, ministrou conferência sobre Limitação de suporte artificial de vida e a comunicação com os pais em UTIs pediátricas, que contou com apresentação e moderação da Dra. Simone Gregory, médica, paliativista, intensivista pediatra, rotina da UTIP do Hospital Estadual da Criança.

Depois do almoço ocorreu um colóquio sobre Dilemas e reflexões sobre autonomia da criança em cuidados paliativos, que teve mediação do Dr. Filipe Gusman, médico geriatra, e apresentações de Dra. Maria Aglaé Tedesco, juíza de direito e doutora em bioética e ética aplicada e saúde coletiva, e Luciana Dadalto, sócia fundadora da Dadalto & Carvalho Advocacia e Consultoria em Saúde e administradora do portal www.testamentovital.com.br.

Em seguida, foi a vez da conferência sobre Extubação Paliativa em Pediatria: Quebrando tabus, com a Dra. Carolina Araujo Affonseca. A moderação ficou a cargo da Dra. Pollyanne Alfradique, médica intensivista pediátrica, chefe do CTI pediátrico do Hospital Federal dos Servidores do Estado.

Após um intervalo para o café, ocorreu conferência sobre Prognóstico em Cuidados Paliativos Pediátricos, com a Dra. Silvia Barbosa, médica pediatra, sócio-fundadora da ANCP, coordenadora da Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Instituto da Criança – HC/FMUSP. A moderação ficou a cargo da Dra. Renata Barros.

Fadiga de Empatia e Síndrome de Burnout: Quando o profissional de saúde adoece foi o tema da última palestra do evento, que foi ministrada pela psicóloga Luciana Cavalcante do HCFMUSP. A moderação foi da psicóloga Luana Flores, psicóloga do setor de pediatria/comissão de cuidados paliativos do Hemorio.

Encerrando o VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria, Luanda Oliveira realização uma apresentação musical abordando espiritualidade e práticas integrativas.

A todos participantes, palestrantes, apresentadores e parceiros, nosso agradecimento. Esperamos que todos tenham aproveitado esses dois dias com uma rica programação científica.

Em 2018 tem mais. Em breve a data do IX Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria.

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Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil

cropped-cabecalho.jpgA partir da Lei nº 11.650, de 4 de abril de 2008, o dia 23 de novembro foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil. O principal objetivo é alertar a população para sintomas comuns e a importância do diagnóstico precoce, que é o principal fator que favorece a cura de qualquer tipo de câncer. Cerca de 70% das crianças acometidas pelo câncer podem ser curadas se o diagnóstico for precoce e a doença adequadamente tratada.

Porém, diagnosticar o câncer infanto juvenil é um grande desafio, já que os sinais e sintomas da doença em crianças e adolescentes não são precisos e podem ser confundidos com os de outras doenças benignas comuns da idade. Além destes fatores, o diagnóstico precoce acaba não ocorrendo diversas vezes por desinformação dos pais e, ainda, o medo que o diagnóstico de câncer causa.

O diagnóstico precoce depende do médico, mas também dos pais que devem estar alertas para o fato de que a criança não inventa sintomas e que ao sinal de alguma anormalidade, devem levar seus filhos ao pediatra para avaliação. É igualmente relevante saber que, na maioria das vezes, esses sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância. Mas isto não deve ser motivo para que a visita ao médico seja descartada.

PRINCIPAIS SINTOMAS DE CÂNCER INFANTO JUVENIL

  • Manchas roxas pelo corpo, com sangramento em locais que não sejam de trauma;
  • Dor de cabeça, que não melhora após o uso de analgésicos, acompanhado de vômitos;
  • Caroços (ínguas) que continuam crescendo após a melhora do quadro inflamatório;
  • Perda significativa de peso;
  • Olhos inchados;
  • Febre prolongada;
  • Pneumonia sem cura;
  • Aumento do volume abdominal;
  • Dificuldade de engolir os alimentos;
  • Otite crônica (inflamação no ouvido), acompanhada de dermatite seborréica;
  • Mudança de cor, número e tamanho em pintas, verrugas ou sinais de pele;
  • Mudanças rápidas ou demoradas no funcionamento intestinal;
  • Reflexo branco na pupila (olho de gato);
  • Anemia inexplicada com ou sem dores ósseas;
  • Caroços nos ossos;
  • Mudança de comportamento, irritabilidade.

Caso seu filho apresente um dos sintomas descritos acima, leve o ao pediatra para uma consulta. Não necessariamente o sintoma significa que seu filho tenha câncer, mas, como já foi dito, é importante que um médico avalie a criança para o diagnóstico correto sobre o que ela tem.

PRINCIPAIS TIPOS DE CÂNCER INFANTO JUVENIL

LEUCEMIA O câncer mais comum na infância, tem origem na medula óssea, onde é normalmente produzido o sangue, e apresenta sintomas como dor nos ossos ou nas articulações, palidez, manchas roxas, sangramentos, febre e abatimento. Seus índices de cura podem chegar a até 80%. Tipos de leucemia mais comuns na criança e no adolescente: Leucemia Linfoide Aguda (LLA) e Leucemia Mieloide Aguda (LMA). Tratamentos indicados: quimioterapia e, em casos excepcionais, transplante de medula óssea.

NEUROBLASTOMA Ocorre, geralmente, em crianças com menos de 5 anos e atinge regiões do corpo como abdome, tórax e pescoço, podendo ainda afetar fígado, óssos e a medula óssea. Os principais sintomas são aumento da barriga, fraqueza nas pernas, irritabilidade, dor e perda do controle da eliminação de fezes e urina. Tratamentos indicados: cirurgia e quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia e transplante de medula.

SARCOMAS DE PARTES MOLES Atinge músculos e articulações, causando inchaço no local do tumor e dor. As regiões do corpo mais atingidas são cabeça, olhos, pescoço, área genital, braços, pernas e testículos (adolescentes). Tratamentos indicados: quimioterapia e cirurgia.

TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL Ocorre no cérebro e no cerebelo, e os sintomas mais comuns são dor de cabeça e vômitos pela manhã, tontura e perda do equilíbrio. Tratamentos indicados: cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

LINFOMAS Com índices de cura de até 80% se diagnosticados precocemente, a doença pode atingir todo o corpo, gânglios e o abdômen e é mais comum em crianças com idades entre 5 e 12 anos. Os sintomas podem ser aumento dos gânglios, tumores na barriga ou dificuldade repiratória. Tratamentos indicados: quimioterapia e/ ou cirurgia e/ou radioterapia.

TUMOR DE WILMS É o tumor renal mais comum na infância, geralmente em crianças até 5 anos, e tem como principais sintomas caroço na barriga, sangue na urina, dores abdominais e pressão alta. Tem índice de cura de até 90%, caso haja um diagnóstico precoce. Tratamentos indicados: cirurgia e quimioterapia e, em alguns casos, radioterapia.

TUMORES ÓSSEOS Possui índices de cura de até 70% em casos de diagnóstico precoce, e ocorre com mais frequência em adolescentes. Os principais sintomas são pele vermelha e quente, dor próxima do joelho e inchaço na região do tumor. É comum o paciente relatar que bateu em algum local e que a dor não passou. Tipos de tumores ósseos mais comuns em crianças e adolescentes: osteossarcoma e sarcoma de Ewing. Tratamentos indicados: cirurgia e quimioterapia.

RETINOBLASTOMA Atinge, geralmente, crianças com idades abaixo de 4 anos e o principal sintoma se manifesta no olho, onde percebe-se um reflexo brilhante, parecido com o brilho que apresentam os olhos de um gato quando iluminados à noite. Alguns casos são hereditários. Com isso, se houver caso da doença na família, é recomendável a consulta com um oftalmologista. O retinoblastoma pode deixar as crianças estrábicas (vesgas), dar dor nos olhos ou até perder a visão.Tratamentos indicados: Tratamento com oftalmologista e, em alguns casos, cirurgia e quimioterapia.

HISTIOCITOSE Não é um câncer, porém é tratado por oncologistas. Principais sintomas: dermatite seborreica de difícil tratamento, caroços na cabeça, otite com pus nas orelhas que vai e volta, lesões na pele, fígado e baço aumentados, lesões nos ossos e anemia. Tratamentos indicados: cirurgia, quimioterapia e/ou radioterapia.

TUMORES GERMINATIVOS São tumores do ovário e dos testículos. Principais sintomas: meninas (dores abdominais, caroço no abdome, puberdade precoce, com crescimento dos seios e aparecimento de pêlos antes do tempo); meninos (aumento da bolsa escrotal). Tratamentos indicados: cirurgia e quimioterapia.

VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria ocorre na sexta e no sábado. Veja programação!

Está chegando. O VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria será realizado na sexta-feira e no sábado, no auditório da Casa de Saúde São José, no Humaitá. As inscrições online foram encerradas, mas os interessados em participar podem se inscrever no evento, mediante pagamento com cheque ou dinheiro.

VALORES DA TAXA DE INSCRIÇÃO

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

SEXTA-FEIRA, DIA 24

16h30 • Credenciamento

17h às 17h30 • Mesa de Abertura

• Dra. Renata Barros – Chefe do setor de oncohematologia pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro – HFSE.
• Laurenice Pires – Gerente da área de oncologia pediátrica do Instituto Desiderata.
• Dra. Cristiane Rodrigues de Sousa – Diretora administrativa da Academia Nacional de Cuidados Paliativos – ANCP (2017-2019).
17h30 às 19h • Mesa Redonda: O terceiro setor como possibilidade de viabilização de iniciativas e ações em cuidados paliativos pediátricos.

• Coordenadora: Renata Guerra – Diretora do Instituto Todos com Felipe.
• Dra. Ana Paula Santos – Médica paliativista, anestesiologista do Hospital Sírio Libanês.
• Simone Lehwess Mozzilli – Presidente da ONG Beaba.
• Psicóloga Fátima M. Geovanini – Doutora em bioetica pela Fiocruz e especialista em cuidados paliativos pelo Instituto Pallium, sócia diretora da Pollen Clínica e Centro de Estudos, coordenadora do NAP Núcleo de Assistência a Perdas e Luto.
19h às 20h • Apresentação

• Kiara Terra – Contadora de histórias, formada em teatro no Célia Helena Teatro Escola e comunicação das artes do corpo na PUC-SP.

SÁBADO, DIA 25

09h às 10h40 • Serviços de Cuidados Paliativos Pediátricos no Brasil: Desafios enfrentados na implementação.

• Coordenadora: Laurenice Pires – Gerente da área de oncologia pediátrica do Instituto Desiderata.
• Dra. Ana Paula Santos – Médica paliativista, anestesiologista do Hospital Sírio Libanês.
• Dra. Carolina Affonseca e enfermeira Márcia Cristina F. Santos – Hospital Infantil João Paulo II – FHEMIG.
• Dra. Cristiane Rodrigues de Sousa – Médica pediatra, coordenadora médica do Programa de Assistência Ventilatória Domiciliar – PAVD do Hospital Infantil Albert Sabin – Fortaleza-Ceará.
10h40 às 11h • Coffee Break

11h às 12h20 • Limitação de suporte artificial de vida e a comunicação com os pais em UTIs pediátricas.

• Palestrante Dr. Jefferson Piva – Professor titular de pediatria – UFRGS, serviço emergência e medicina intensiva pediátrica – HCPA (Hospital das Clínicas de Porto Alegre).
• Apresentadora Dra. Simone Gregory – Médica, paliativista, intensivista pediatra, rotina da UTIP do Hospital Estadual da Criança.
12h20 às 13h30 • Almoço

13h30 às 15h • Colóquio: Dilemas e reflexões sobre autonomia da criança em cuidados paliativos.

• Mediador: Dr. Filipe Gusman – Médico, geriatra, professor orientador da Liga Acadêmica de Cuidados Paliativos da Universidade Estácio de Sá. Presidente da Regional Sudeste da Academia Nacional de Cuidados Paliativos ANCP (2014-2016).
• Dra. Maria Aglaé Tedesco – Juíza de direito e doutora em bioética e ética aplicada e saúde coletiva.
• Luciana Dadalto – Doutora em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina de Minas Gerais, sócia fundadora da Dadalto & Carvalho Advocacia e Consultoria em Saúde. Administradora do portal www.testamentovital.com.br.
15h às 16h10 • Extubação Paliativa em Pediatria: Quebrando tabus.

• Palestrante Dra. Carolina Araujo Affonseca– Hospital Infantil João Paulo II – FHEMIG.
• Apresentadora Dra. Pollyanne Alfradique – Médica intensivista pediátrica, chefe do CTI pediátrico do Hospital Federal dos Servidores do Estado.
16h10 às 16h30 • Coffee Break

16h30 às 17h50 • Prognóstico em Cuidados Paliativos Pediátricos.

• Palestrante Dra. Silvia Barbosa – Médica pediatra, sócio-fundadora da ANCP, coordenadora da Unidade de Dor e Cuidados Paliativos do Instituto da Criança – HC/FMUSP.
• Apresentadora Dra. Renata Barros – Chefe do setor de oncohematologia pediátrica do Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro.
17h50 às 19h • Fadiga de Empatia e Síndrome de Burnout: Quando o profissional de saúde adoece.

• Palestrante: Psicóloga Luciana Cavalcante – Assistente técnico de saúde I na Enfermaria de Cuidados Paliativos – HCFMUSP.
• Apresentadora: Psicóloga Luana Flores – Psicóloga do setor de pediatria/comissão de cuidados paliativos do Hemorio.
19h • Encerramento

Encerramento com apresentação musical de Luanda Oliveira, psicóloga, cantora, estudiosa de música, espiritualidade e práticas integrativas.

SAIBA COMO CHEGAR

Casa de Saúde São José – Rua Macedo Sobrinho, 21, Humaitá.

Leucemia tem remissão completa com novo tipo de terapia genética, mostra estudo

fonte: G1

Estudo publicado na “Nature Medicine” mostra que pacientes com leucemia resistentes à tratamento — inclusive aqueles que já passaram por técnicas de terapia genética mais recentes — podem tentar um outro tipo de estratégia de modificação de genes para vencer o câncer. No estudo, a remissão completa com a nova terapia foi atingida em 73% dos casos.

A terapia genética voltada para o sistema imunológico se prepara para ser um dos tratamentos mais promissores para cânceres hoje sem terapia. A estratégia básica funciona mais ou menos assim: 1) células de defesa são retiradas do organismo do paciente; 2) elas são modificadas geneticamente em laboratório para aprender a reconhecer o tumor; 3) as novas estruturas são injetadas novamente no organismo; 4) espera-se que o corpo tenha “aprendido” a reconhecer células cancerígenas.

A estratégia parece simples, mas na prática cientistas estão tentando todas as variações desse mecanismo para tentar vencer o câncer. A pesquisa publicada nesta segunda-feira (20) na “Nature Medicine” está tentando um mecanismo diferente: as células de defesa T são modificadas para atacar um novo tipo de estrutura presente nas células malignas: o antígeno CD 22.

Um antígeno é uma estrutura presente nas células doentes que, por sua especificidade, deflagra uma resposta imune. Em um mecanismo similar à “chave-fechadura”, a célula imune (fechadura) se prende a essa estrutura (chave) e a “mata”. Nas terapias genéticas em curso hoje, a chave mais comum é o antígeno CD 19; no estudo da “Nature”, no entanto, foi utilizada a estrutura CD 22.

De acordo com o estudo, o problema de alguns tratamentos com a estrutura CD 19 é que os tumores simplesmente perdem essa estrutura ao longo do tempo — sendo a causa mais frequente de resistência ao tratamento. A pesquisa escolheu, então, o CD 22 (que é geralmente mantido após a perda do CD 19).

Como foi o estudo

Cientistas testaram o CART CD 22 (como é chamada a nova terapia), em 21 crianças e adultos, incluindo 17 que foram previamente tratados com imunoterapia por CD 19. A remissão completa foi obtida em 73% dos pacientes, com 5 desses pacientes tendo sido previamente tratados com CD 19.

Segundo autores, a pesquisa é a primeira a estabelecer a atividade clínica de terapias dirigidas para o antígeno CD 22. Uma importância do estudo é justamente mostrar que existem outras opções, mesmo para os pacientes que já foram tratados com terapias genéticas inovadoras.

Nos pacientes em que a doença voltou, cientistas atribuíram a falha à baixa densidade do CD 22. O achado também mostrou a importância de uma presença maciça da estrutura para que o câncer seja mantido sob controle.

Nova terapia provoca ‘suicídio’ das células do câncer

fonte: O Globo

Cientistas da Faculdade de Medicina Albert Einstein, em Nova York, desenvolveram um novo composto que, em testes de laboratório, se mostrou capaz de induzir o “suicídio” de células cancerosas sem, no entanto, matar as saudáveis. A nova substância pode ser encarada como um passo promissor para a utilização desta estratégia em alguns casos de câncer, como a leucemia mieloide aguda, resistentes a tratamentos semelhantes atuais.

Segundo os pesquisadores, embora os experimentos com o composto, designado BTSA1, ainda estejam em fase muito preliminar, ele demonstrou tamanhas potência e seletividade no ataque a células deste tipo de leucemia nos testes pré-clínicos que deve ser alvo de mais estudos para ver se também funciona contra outros cânceres, inclusive tumores sólidos. Com isso, o composto pode levar ao desenvolvimento de fármacos e resultar em tratamentos mais rápidos e com menos reações adversas do que as quimioterapias tradicionais.

O novo composto tira proveito de uma capacidade natural de nossas células. Unidades básicas da vida, elas também podem ser o caminho da morte quando defeitos fazem com que não funcionem corretamente, como em diversos distúrbios genéticos, ou se multipliquem descontroladamente, característica marcante do câncer. Diante disso, as células também são equipadas com mecanismos de “autodestruição”, chamada apoptose, que são ativados em muitos destes casos.

O problema é que em vários cânceres as células doentes também passam a fabricar grandes quantidades de substâncias que “desligam” este sistema, chamadas antiapoptóticas, numa espécie de “cabo de guerra” molecular que permite que continuem a se reproduzir e se espalhar pelo organismo. O BTSA1 age estimulando a ativação de uma proteína, conhecida como BAX, que provoca o surgimento de buracos na membrana das mitocôndrias, as “usinas de energia” de nossas células, levando-as à morte. Assim, o novo composto basicamente faz a briga pender para o lado do “suicídio” nas células cancerosas, ao sobrepujar a capacidade delas de desativar esta proteína.

— Estamos esperançosos de que os compostos direcionados que estamos desenvolvendo se provem mais eficazes que as atuais terapias anticâncer ao levar as células cancerosas diretamente para a autodestruição — destaca Evripidis Gavathiotis, professor de bioquímica e medicina da faculdade americana e autor sênior de artigo sobre a pesquisa, publicado nesta segunda-feira no periódico científico “Cancer Cell”. — Idealmente, nossos compostos serão combinados com outros tratamentos para matar as células cancerosas mais rápido e mais eficientemente, com menos efeitos adversos.

Gavathiotis liderou um grupo de cientistas que, em 2008, descreveu a estrutura e formato da região que ativa a BAX. Desde então, ele e equipe lançaram mão de recursos da bioinformática para desenhar centenas de moléculas que se liguem a esta região, estimulando a ativação da proteína, na busca de uma estratégia para enfrentar o câncer. E, destas, a BTSA1 é a que se mostrou a mais poderosa até agora, com a vantagem adicional de se ligar preferencialmente a esta região da proteína nas células doentes, onde existe de forma isolada, do que nas saudáveis, onde ela se agrupa em pares, “escondendo” sua região de ativação.

— Nosso novo composto revigora as BAX suprimidas pelas células cancerosas ao se ligar com grande afinidade à região de ativação da proteína — resume o pesquisador. — Assim, a BAX entra em ação, matando as células cancerosas, enquanto deixa intactas as células saudáveis.

Longo caminho até aplicação clínica

Por enquanto, os cientistas testaram a ação do composto apenas em culturas de células de leucemia mieloide aguda na bancada do laboratório e enxertadas em camundongos. Nos experimentos com animais, os que foram tratados com o composto viveram significativamente mais (55 dias) do que os do grupo de controle (40 dias), que receberam só um placebo, sendo que em 43% deles não havia sinais da doença mesmo 60 dias após o enxerto.

Em humanos, a leucemia mieloide aguda é uma das formas mais agressivas de câncer no sangue, com apenas um em cada quatro pacientes alcançando uma sobrevida de 5 anos após o diagnóstico. Desta forma, apesar de ressaltarem que as pesquisas em torno da BTSA1 ainda são muito preliminares, especialistas consultados pelo GLOBO esperam que elas avancem rapidamente rumo a uma eventual aplicação clínica.

— O arsenal que temos contra este tipo de leucemia ainda é muito pequeno — conta Vilma Regina Martins, superintendente de Pesquisa do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo. — Então, uma droga com este tipo de efeito é altamente cotada para seguir em frente com ensaios clínicos. Imagino que, diante destes resultados, ela em breve deve entrar nesta fase de testes clínicos, se já não estiver.

Opinião similar tem Jacques Tabacof, oncohematologista do Centro Paulista de Oncologia, do Grupo Oncoclínicas.

— O estudo é mais uma prova de conceito, então, para que isso chegue a um medicamento, temos um longo caminho pela frente — diz. — Ainda precisamos saber se o comporto terá o mesmo efeito em seres humanos in vivo, assim como qual a concentração dele que podemos usar de forma que mate o câncer sem ser muito tóxico para o paciente, entre outras questões. Todas essas respostas virão de um investimento muito grande em ensaios clínicos.

Tabacof destaca ainda que, historicamente, muitos conceitos e compostos inicialmente promissores nunca chegaram aos pacientes por causa destes problemas.

— Mas o conceito de explorar a apoptose para combater o câncer é muito interessante. E como a desativação da via BAX é um mecanismo comum a vários tipos de câncer, são grandes as chances desta abordagem beneficiar muitos pacientes, não só de leucemia como também de tumores sólidos.

Últimos dias para inscrições com valores diferenciados no VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria

VIII Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria será realizado nos dias 24 e 25 de novembro, sexta-feira e sábado, respectivamente, no auditório da Casa de Saúde São José, no Humaitá.

As inscrições online se encerram nesta segunda-feira, dia 20. Após, somente nos dias de evento.

As inscrições podem ser feitas pelo site do evento, com o pagamento da taxa de inscrição podendo ser feito através de cartão de crédito (em até 18x), boleto bancário, transferência eletrônica ou depósito em conta.

VALORES DA TAXA DE INSCRIÇÃO

INSCREVA-SE

Para os que fizerem o pagamento através de transferência eletrônica ou depósito em conta é necessário o envio do comprovante de pagamento, assim como os estudantes devem enviar o comprovante de escolaridade, para contato@curumimcancerinfantil.org.br.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO

SAIBA COMO CHEGAR

Casa de Saúde São José – Rua Macedo Sobrinho, 21, Humaitá.