fonte: Folha de SP

No começo, os telefones portáteis eram enormes tijolões colocados bem visíveis nas mesas de restaurantes da moda, promovendo prestígio aos seus possuidores.

Em 2011, já na rotina de um objeto de utilidade pública, surgiu a preocupação com eventual interferência de seu uso na saúde de crianças e adolescentes.

Na Revista Paulista de Pediatria daquele ano, Aracy Pereira S. Balsani e Alberto Luiz Krawczyk esclareciam que não estava comprovado que a exposição aos celulares causaria danos ao sistema nervoso central. Entretanto, disseram, dependendo do seu uso poderia provocar distúrbios do sono.

Hoje, todos nós temos celulares, e muitas pessoas parecem estar viciadas ou dependentes.

Pesquisa do Pew Research Center, dos EUA, assinala que 64% da população americana é usuária de celular, 46% dos quais apresentam risco de dependência. O estudo também mostra que o vício em smartphones é mais difundido entre os homens.

Recentemente, uma análise sobre dependência de smartphones em estudantes universitários da República de Chipre foi publicada na revista Arquivos de Psiquiatria Clínica.

D. Cemaliye e Nure Cahit concluíram que as crenças relacionadas a personalidades passivo-agressivas e paranoicas são um fator de predisposição significativa ao vício.

Outras análises sobre vício em celulares também mostram relações com variáveis como solidão, personalidade narcísica e baixa autoestima.

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