fonte: Folha de SP

A cobertura vacinal segue caindo de forma preocupante no Brasil desde 2017. De acordo com um estudo da Fiocruz, 238 milhões de doses de vacinas foram aplicadas naquele ano, contra 225 milhões em 2018 e 205 milhões no ano passado —numa baixa de 13%.

A queda maior, e em todo o território nacional, foi observada em vacinas destinadas às crianças. A Tríplice Bacteriana (DTP), por exemplo, foi aplicada 4,5 milhões de vezes em 2017, contra 2,9 milhões no ano passado, numa redução de 34,4%.

Outras vacinas para o público infantil que apresentaram baixa foram a oral de rotavírus humano, a pneumocócica 10 valente e a pentavalente, para meningite, tétano, difteria, coqueluche e hepatite.

O artigo foi publicado no International Journal of Infectous Diseases e analisou a cobertura vacinal brasileira de 1994 a 2019.

A contradição é que a oferta de vacinas cresceu no período, de 11 para 36 tipos diferentes.

“O que mais nos assustou foi verificar que as vacinas que caem são as pediátricas. Algumas de adultos até sobem”, diz o biólogo Kiyoshi Fukutani, da Fiocruz da Bahia, que coordenou o estudo.

Uma das hipóteses levantadas pela pesquisa está relacionada ao movimento antivacina, que tem afetado a cobertura no mundo todo, favorecendo o ressurgimento de doenças preveníveis

O grupo constatou que as buscas na internet por informações do movimento aumentaram no período em que a cobertura vacinal caiu.

As constatações da pesquisa reforçam as preocupações sobre o comportamento da população, no mundo e no Brasil, diante da possível vacinação em massa para a prevenção da Covid-19.

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